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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O HOMEM FOI CRIADO PARA DOMINAR MAS NÃO PARA SER MONARCA

O HOMEM FOI CRIADO PARA DOMINAR MAS NÃO PARA SER MONARCA

 Há uma mudança no exercício da autoridade delegada por Deus, e muito provavelmente foi por causa dessa situação. Quando Deus criou o homem; homem e mulher os criou, Deus os abençoou e disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a e dominai (Gênesis 1:27-28). E Deus colocou o homem no jardim do Éden com a responsabilidade de cultivar e guardar o jardim (Gênesis 2:15). Essa comissão deve ter mexido com o inimigo de Deus. Essa era a sua responsabilidade que agora fora dada a um homem, um homem menor que os anjos. O homem foi feito assim, menor que os anjos. Imagine você perder a sua função para alguém que lhe é inferior. Lúcifer deve ter pensado: “Esse homem é menor do que eu, o que ele está fazendo ali?” Então o ódio do inimigo de Deus se voltou contra esse homem por que ele foi encarregado da sua responsabilidade, o seu ministério.

O homem recebeu o ministério de estabelecer o reino nesta terra e combater o inimigo de Deus; sujeitar a satanás e as forças espirituais do mal nas regiões celestes. Por que quando surgiu a expansão, os ares, o inimigo de Deus imediatamente se localizou lá para dominar e controlar a terra a partir das regiões celestes que certamente não constituem o terceiro céu, e não é o monte Sião, a habitação de Deus. Esse céu que a Bíblia menciona não é o terceiro céu. O terceiro céu, como a habitação de Deus, não tem a presença de Satanás.

Os ares, a atmosfera, esse lugar sim acabou se tornando o ambiente onde Satanás ocupou com os seus anjos caídos. E os demônios nos mares, andando pela terra, pra conquistar, para usurpar.

O homem foi criado e Deus deu um caminho para ele seguir, o caminho da vida, o rio da água da vida, a árvore da vida para que tudo que o homem fizesse, fizesse por meio da vida; mas no final do capítulo 2 de Gênesis, ainda na comissão do homem, disse Deus: -“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” - Por quê? Para evitar que surja um monarca: Adão I.

Por isso deixa o homem pai e mãe, se une a sua mulher e os dois se tornam uma só carne. É uma nova família, é uma família que vai responder e se comunicar diretamente com Deus. Logo, entendemos a ação do Senhor para eliminar entre os homens aquela rebelião que aconteceu antes de Adão. O Senhor quando criou o homem, mostrou-lhe o caminho de encher a terra deixando pai e mãe, porque se o homem não deixasse pai e mãe, Adão seria o primeiro monarca; ele seria um rei, o Adão I, e todos estariam debaixo da sua liderança. O que Adão falasse, todos teriam que obedecer. Mas Deus não fez assim. - “Deixará o homem pai e mãe.”- Amém! E os dois se unem e se tornam uma só carne e ali tem um novo sacerdote, uma nova pessoa responsável em responder a Deus. Se Adão se rebelar o seu filho não se rebela. Se o filho de Adão se rebelar o outro não se rebela por que todos respondem diretamente para Deus. Jesus é o Senhor!

Quando Caim saiu da presença de Deus, vejam o que ele fez, fundou uma cidade. Fundou uma cidade e deu a cidade para o seu filho e ali constituiu o seu domínio, a sua esfera de ação, mas separados da presença de Deus (Gênesis 4:17). Nós todos respondemos para Deus. Graças ao Senhor, no Novo testamento, Deus nos deu a unção. E a unção é verdadeira e nos ensina todas as coisas (1 João 2:27). Amanhã nenhum de nós vai poder dizer: - “Ah, eu fiz isso e aquilo por que o irmão  me falou!” - “Por que você fez isso?” - “Ah, por que o irmão me falou para eu fazer.” - Então no tribunal de Cristo nós vamos responder pela palavra do Senhor. Agora, se o irmão estiver falando da parte de Deus, aí sim, deveria ter sido ouvido. Mas, nós temos discernimento para conhecer a vontade de Deus, o caminho do Senhor; e nós somos responsáveis por ele. Então veja, Lúcifer se rebelou e um aspecto de sua queda é muito importante para nós, pois estamos observando aqui os ministérios. Já vimos que tudo isso está produzindo a semente do ministério. Aquilo que Deus confiou para os homens, e até mesmo os erros dos homens, serve para nós. É como uma proteção. Essa semente já vem revestida de uma proteção para nós, essa revelação é uma proteção. Ezequiel 28:16-18 diz: - “Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecas-te; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. Elevou-se o seu coração por causa da tua formosura, corrompeste  a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem. Pela multidão das tua iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários.” – O Santuário que este querubim deveria guardar era o monte de Deus, era o jardim de Deus. No jardim de Deus não poderia entrar injustiça. No jardim de Deus não poderia entrar o produto do comércio. É difícil dizer o que Satanás andou comercializando. O que ele comercializou? O que virou o seu comércio? É difícil dizer. Mas não está longe de nós imaginarmos que o brilho das pedras deve ter sido algo muito valioso. Aquelas pedras valiosas no monte de Deus, devem ter se tornado uma grande tentação para se vender e então usar o resultado da sua venda e trazer para dentro do santuário de Deus. Isso é uma lição para nós, sobre como lhe dar com as coisas mais valiosas que existem...

O que é mais valioso que existe? É a palavra de Deus, é a revelação da palavra de Deus. Qual é o preço da revelação da palavra de Deus? Não existe nada mais valioso, por que a palavra de Deus é a nossa vida, é o nosso futuro, e nos dá acesso à eternidade. A palavra de Deus cura, a revelação na palavra de Deus nos alegra, nos alimenta, nos encoraja. Qual é o preço dessa revelação? Sabe qual é o preço? É de graça, o Senhor nos deu. Deuteronômio 29:29 nos mostra: - “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.” - Jesus é o Senhor! Aleluia!

Então a revelação da palavra de Deus nos pertence e pertence aos nossos filhos.

Nós reconhecemos que para transmitir a palavra de Deus precisamos de algumas coisas, no entanto, o mais precioso, que é a própria revelação, é de graça. É de graça por que ela nos pertence.

Em João 2 nós vemos o Senhor entrando no templo, que no Antigo Testamento era o lugar do testemunho de Deus, era até chamado de casa de Deus, e ele encontrou ali os cambistas, pessoas vendendo, comercializando coisas e o Senhor fez um chicote e expulsou os cambistas e derrubou as mesas, e espalhou o dinheiro pelo chão, e falou muito claramente: -  “Não façais da minha casa uma casa de negócios (João 2:16).” - Então irmãos, olhando para o que aconteceu na experiência do ministério antes de Adão e olhando para a experiência do próprio Senhor Jesus, nós podemos fazer algum comércio na Igreja? É preciso guardar a esfera dessa casa. Jesus é o Senhor!

Creio que esta é uma grande lição para nós do ministério antes de Adão. Adão foi levantado. Nós vimos a sua principal responsabilidade que era expandir o reino. Ele deveria cuidar, ele deveria cultivar o jardim. A nossa primeira responsabilidade é cultivar a vida. Na nossa casa, no serviço da Igreja, onde nós estivermos em primeiro lugar nós devemos cultivar a vida. Dar atenção à palavra de Deus, dar atenção ao Espírito, dar atenção aquilo que promove a vida e guardar o jardim para que aquilo que é profano, aquilo que é comum, aquilo que é mundano não entre na nossa casa. E o fato de deixar pai e mãe está muito relacionado com a obra da expansão. Sair, ir para outros lugares, pregar o evangelho, levar a palavra da vida, como nós temos praticado ao longo desses dez anos. Jesus é o Senhor!

Em 2006 houve uma conferência: “O monte da herança!” Todos deveriam requerer ao Senhor o seu monte da herança. E muitos irmãos saíram e o evangelho avançou. Hoje, graças ao Senhor, o testemunho se expandiu para vários países da África, porque irmãos e irmãs deixaram pai e mãe. Deixaram aquela origem, a sua fonte, não no sentido espiritual, mas no sentido da responsabilidade, no sentido de sair, de arriscar-se por causa do Senhor, por causa do evangelho.